No âmbito do Portugal Smart Cities Summit 2026, que decorre entre 12 e 14 de maio na FIL, a Agência para a Reforma Tecnológica do Estado (ARTE) apresentou a iniciativa DigitalTwins4SmartTerritories (DT4ST), desenvolvida em parceria com a Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT). Em destaque estiveram os oito Gémeos Digitais criados no âmbito do projeto, que se traduzem em réplicas virtuais de territórios e sistemas públicos concebidas para apoiar a tomada de decisão em áreas estratégicas da gestão do Estado.
Na área da proteção civil, o projeto ForestSphere assume-se como o primeiro Gémeo Digital Florestal de Portugal, combinando sensores, drones e satélites para prever a propagação de incêndios em tempo quase real. Na saúde, o gémeo TwinCare utiliza dados do SNS para criar réplicas digitais de percursos clínicos, simulando a evolução de doenças como a osteoartrose para recomendar tratamentos personalizados e evitar hospitalizações desnecessárias. A gestão de recursos naturais é igualmente reforçada pelo TWINSTREAM, que prevê cheias e secas para otimizar a resiliência hídrica, e pelo DATAz, focado na monitorização ambiental marinha e economia azul nos Açores.
A inovação estende-se ainda à sustentabilidade e economia, com o CITY4CLIMATE a permitir que cidades como Porto, Lisboa e Guimarães testem políticas climáticas, e o VineShield-DT a utilizar armadilhas inteligentes para antecipar pragas na viticultura. Na mobilidade, o DT4MOB trabalha para reduzir congestionamentos e aumentar a segurança rodoviária, enquanto o DT4SST-CH.PT utiliza realidade aumentada e digitalização 3D para preservar o património cultural.
Toda esta infraestrutura digital funciona em formato open source e assenta na interoperabilidade da Estratégia Nacional de Territórios Inteligentes (ENTI), garantindo que os dados partilhados criem valor exponencial para todo o território nacional.